Sistema solar fotovoltaico instalado em telhado cerâmico no Nordeste do Brasil
Guia para a Bahia e o Nordeste

Como funciona um projeto de energia solar — explicado para leigos

Tudo o que você precisa saber sobre as peças, os tipos de sistema e os passos de instalação — sem termos técnicos complicados.

O que é energia solar fotovoltaica?

É a tecnologia que transforma luz do sol em energia elétrica. Placas instaladas no telhado captam os raios solares o dia inteiro e geram eletricidade que pode alimentar a sua casa, comércio, indústria ou propriedade rural. A Bahia é um dos melhores estados do Brasil para gerar energia solar — temos sol forte praticamente o ano todo, o que faz o investimento se pagar mais rápido que no Sul e Sudeste.

As peças de um sistema solar

Conheça cada componente em linguagem simples. Tudo isso a OMF distribui no atacado para a sua revenda ou integradora.

Módulos fotovoltaicos (placas)

Módulos fotovoltaicos (placas)

São as 'placas solares' instaladas no telhado. Captam a luz do sol e geram energia em corrente contínua (CC). É o coração do sistema — quanto maior a potência somada das placas, mais energia o sistema produz por dia.

Inversor on-grid

Inversor on-grid

Equipamento que transforma a energia em corrente contínua das placas em corrente alternada (CA, igual à da tomada). O modelo on-grid é usado em casas e empresas conectadas à rede da Coelba/Neoenergia.

Inversor off-grid / híbrido

Inversor off-grid / híbrido

Usado quando o local não tem energia da rede (sítio isolado, comunidade rural) ou quando o cliente quer ter back-up em caso de falta de luz. Trabalha junto com baterias.

Baterias de lítio

Baterias de lítio

Armazenam a energia gerada de dia para usar à noite ou na falta de luz. Em sistemas on-grid simples na cidade geralmente não são necessárias; em zonas rurais sem rede são obrigatórias.

Estrutura de fixação

Estrutura de fixação

Conjunto de perfis em alumínio e ganchos em aço inox que prendem as placas no telhado (cerâmico, metálico, fibrocimento ou laje) sem furar nem comprometer a estrutura da casa.

Cabos, conectores e proteções

Cabos, conectores e proteções

Cabos solares específicos (vermelho e preto), conectores MC4, string-box e DPS (disjuntor de proteção contra surtos). Garantem segurança elétrica e proteção contra raios — algo essencial na Bahia, onde temos muitas tempestades.

Quais são os tipos de sistema?

A escolha depende do local da obra e do objetivo do cliente final. Veja onde cada tipo se encaixa melhor na realidade do Nordeste.

On-grid (conectado à rede)

Quando usar

Casas, comércios e indústrias em cidades atendidas pela Coelba/Neoenergia.

Como funciona

Usa a própria rede como 'bateria virtual': de dia injeta energia e recebe créditos; de noite consome da rede. Não precisa de baterias.

Custo

Mais barato — o investimento se paga em 4 a 7 anos.

Off-grid (isolado)

Quando usar

Sítios e comunidades sem rede elétrica, como muitas localidades do sertão da Bahia.

Como funciona

Sistema autônomo com baterias. Toda a energia gerada de dia precisa abastecer as cargas e carregar as baterias para a noite.

Custo

Mais caro por causa das baterias, mas é a única opção quando não há poste de energia.

Híbrido (com back-up)

Quando usar

Cliente urbano que quer ter energia mesmo quando 'cai a luz' (clínicas, comércios sensíveis, casas em áreas com quedas frequentes).

Como funciona

Combina on-grid + baterias. Funciona normalmente conectado à rede, mas em caso de queda usa a energia das baterias.

Custo

Intermediário. Investimento maior que on-grid puro, mas garante autonomia.

Bombeamento solar

Quando usar

Propriedades rurais que precisam puxar água de poço, açude ou cisterna no semiárido baiano.

Como funciona

Placas solares ligadas direto na bomba submersa, sem baterias. Quando tem sol, bombeia e enche a caixa d'água; durante a noite, usa o que está armazenado.

Custo

Solução econômica que substitui geração a diesel ou bombas elétricas — perfeita para o agro e dessedentação animal.

Destaque para o sertão da Bahia

Bombeamento solar — água onde não chega energia

No semiárido baiano, milhares de propriedades rurais dependem de poços e cisternas. O bombeamento solar substitui geradores a diesel e bombas elétricas: as placas ligam direto na bomba submersa, sem precisar de baterias. Quando o sol bate, a água sobe e enche a caixa — uma solução durável, sem combustível e de baixíssima manutenção.

Sistema de bombeamento solar em propriedade rural no sertão da Bahia, com placas solares, bomba submersa e caixa d'água azul elevada

Passo a passo de um projeto solar

Do primeiro contato do cliente final até o sistema gerando energia.

  1. 1

    Cliente final procura um integrador parceiro

    Uma família, comércio ou produtor rural que quer reduzir a conta de luz fala com um integrador (empresa que projeta e instala). É aqui que a revenda e o integrador ganham o cliente.

  2. 2

    Integrador faz o dimensionamento

    Com base na conta de luz e no consumo, o integrador calcula quantas placas e qual inversor são necessários. Define se será on-grid (mais comum em cidades como Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista) ou off-grid/híbrido (em zonas sem rede da Coelba).

  3. 3

    Integrador compra o kit na OMF

    É aqui que entramos: o integrador faz o pedido do kit completo (placas, inversor, estrutura, cabos) no atacado conosco. Entregamos em todo o Nordeste com agilidade.

  4. 4

    Instalação no local

    A equipe do integrador faz a instalação no telhado ou em solo. Fixação, montagem elétrica, conexão do inversor e testes de funcionamento. Dura de 1 a 3 dias para um sistema residencial.

  5. 5

    Homologação na Coelba / Neoenergia

    Para sistemas on-grid, o integrador envia o projeto para a distribuidora de energia. A Coelba aprova e troca o medidor por um bidirecional, que registra a energia injetada e a consumida da rede.

  6. 6

    Sistema gerando — cliente economiza

    O sistema entra em operação. A energia gerada compensa o consumo: o que sobra durante o dia vira crédito para usar à noite. Manutenção é mínima — basicamente lavar as placas a cada 6 meses.

Onde a OMF entra (e onde NÃO entra)

✓ O que fazemos

  • • Distribuição atacadista para revendas e integradores
  • • Estoque regional no Nordeste — entrega rápida
  • • Kits dimensionados, módulos, inversores, baterias, cabos, estruturas, bombas
  • • Marcas Tier 1 com garantia de fábrica
  • • Tabela de preços de atacado, condições para revenda

✗ O que NÃO fazemos

  • • Não vendemos para consumidor final
  • • Não fazemos projeto fotovoltaico
  • • Não instalamos sistemas
  • • Não homologamos na Coelba/Neoenergia
  • • Não prestamos manutenção (O&M)

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